<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34711002</id><updated>2012-01-23T17:35:42.544Z</updated><title type='text'>Destilando</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://destilando.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34711002/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destilando.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/2145/1816/320/1846/after.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34711002.post-115871530329709691</id><published>2006-09-20T00:59:00.000+01:00</published><updated>2006-09-20T02:35:57.510+01:00</updated><title type='text'>Divagações com algumas confissões à mistura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Bem, esta foi mais uma das minhas ideias peregrinas.&lt;br /&gt;E porque não fazer um blog para destilar os meus maus fígados? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Ora essa agora!&lt;br /&gt;É que há coisas que me vão causando engulhos - daqueles à séria - que não deixam mesmo passar nada e só deixam à vista uma grande carga de maus fígados e feitio também (isto há que reconhecer as coisas e um mea culpa fica sempre bem em qualquer mulher que se preze).&lt;br /&gt;A verdade é que os tempos de "salvadora da pátria" já lá vão. Foram-se esmorecendo ao toque dos anos. A questão toda é que à medida que uma se foi outra foi vindo. E esta capacidade de indignação não acalma com o correr dos dias. E pronto, lá fico eu umas azias valentes que me assolam cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes dou por mim a pensar que felizes devem ser aqueles a quem tudo passa ao lado e nada indigna. Que bom deve ser alimentar o ego à frente da TV com novelas, talk e reality shows. O deixar-se estupidificar lentamente. Que bom que deve ser sentir perder a capacidade crítica (bem, convém que fique, pelo menos a do bem e do mal). Esses raramente devem sentir o fel vir à boca. E que bom deve ser não saber o que é "ter os dentes rombos", como se diz na minha terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, pronto! Confesso que já tentei deixar-me estupidificar conscientemente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Impus-me a mim própria um período sabático de estupidificação pessoal, qual busca do Santo Graal.&lt;br /&gt;Comecei por deixar de comprar jornais. Durante o dia consegui resistir à tentação. Mas ao chegar à noite o síndrome de privação foi mais forte e a curiosidade - a tal que matou o gato - obrigou-me a desfolhar os que encontrei no quiosque quando lá passei para comprar cigarros. E pronto! senti logo meia dúzia de indignações a fazerem formigueiros pelo corpo, começando pelos dedos.&lt;br /&gt;Outra das técnicas foi começar a tirar os livros de casa e a enfiá-los em sótão alheio, não fosse ter a tentação de pegar num, começar a ler e pronto lá se ia o meu período sabático.&lt;br /&gt;Isso também não funcionou. As prateleiras da estante vazias não tinham nada de estético. E lá dei por mim a correr em direcção à única livraria da terra e a ensacar as últimas novidades e mais aquele ali e o outro de acolá, para as preencher. Estava visto que também não era por aqui.&lt;br /&gt;Depois experimentei ter sempre a televisão do quarto ligada naqueles dias em que sono teimava em não vir (que para dizer a verdade são todos os dias que o ano tem). O truque era procurar os programas mais imbecis de todos os canais de cabo que chegavam lá a casa e deixar-me ficar a olhar, só a ver, sem pensar. E acreditem em mim que a escolha do pior era difícil de tão grande que era a oferta! E querem lá crer que nem assim? Eram umas febres e uns formigueiros que se punham em mim que o pouco sono que tinha se assustava e fugia a sete pés.&lt;br /&gt;Por fim tentei deixar de conversar com os amigos de todos os dias. Passei só a falar debitando lugares comuns e constatações óbvias como: "&lt;em&gt;que bom é beber uma imperial fresquinha com uns “minúins”"&lt;/em&gt;; “&lt;em&gt;que bonitinha é aquela casa cheia de pilares e pilaretes pintadinha de cor de rosa com um relvado à frente cheio de estátuas de leões e odaliscas fogosas &lt;/em&gt;”; “&lt;em&gt;ai! e aquela tipa da novela! Querem lá ver que vai trocar o marido – tão bom homem – pelo outro que ainda por cima é casado e ela não sabe?&lt;/em&gt;”; “&lt;em&gt;e a outra que anda com umas calças tão apertadas que até se nota que anda de fio dental. Uma pouca-vergonha!&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Os amiguitos começaram por me olhar de lado, nos primeiros dias, “&lt;em&gt;Está-lhe a dar!&lt;/em&gt;” Mas, ainda assim, continuavam a marcar o ponto no mesmo local ao fim da tarde. E eu sempre a voltar à carga e a vê-los de sorriso cada vez mais amarelo conforme as semanas iam avançando.&lt;br /&gt;A coisa começou mesmo a tornar-se grave – julgo eu – quando de um momento para o outro comecei a ouvir entre dentes: “&lt;em&gt;ensandeceu&lt;/em&gt;”, “&lt;em&gt;psiquiatria&lt;/em&gt;”, “&lt;em&gt;colete de forças&lt;/em&gt;”, "&lt;em&gt;internamento compulsivo"&lt;/em&gt; e “&lt;em&gt;Hospital do Lorvão&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Aqui é que a porca torceu o rabo! Assustei-me mesmo à séria, podem crer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Ninguém tinha percebido esta minha incessante buscar da felicidade suprema e este meu período sabático de estupidificação pessoal.&lt;br /&gt;E como com amigos destes ninguém se governa, fiz a trouxa e mudei de terra.&lt;br /&gt;Mas também, em verdade vos digo: esta coisa nem assim me larga! E cada dia que passa as indignações são maiores!&lt;br /&gt;E pronto! Aqui estou eu, com uma bela duma insónia, a fazer mais uma coisa de que – na volta - me vou arrepender amanhã: o arranjar um lugar para destilar os maus fígados e colocar uns disparates.&lt;br /&gt;Logo se vê!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34711002-115871530329709691?l=destilando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destilando.blogspot.com/feeds/115871530329709691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34711002&amp;postID=115871530329709691' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34711002/posts/default/115871530329709691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34711002/posts/default/115871530329709691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destilando.blogspot.com/2006/09/divagaes-com-algumas-confisses-mistura.html' title='Divagações com algumas confissões à mistura'/><author><name>Eva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/2145/1816/320/1846/after.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
